Leandro Karnal e Santo Agostinho.
Santo Agostinho (430 D.C) e Leandro Karnal (1963)
Como sabemos nós vivemos em função do Tempo e da distribuição do tempo
que passa.
Vivemos reclamando especialmente nas grandes cidades de um tempo que
nos excede e de uma quantidade de compromissos que ficam além da nossa
capacidade de cumpri-los, vivemos correndo e mesmo assim muitas pessoas se
atrasam, muitos compromissos não são cumpridos ou não se realizam.
Talvez muitos não entendam que o tempo é uma Commodities,
O tempo é a matéria prima mais importante da vida e parece que vai
além da nossa capacidade de controle, como se escapa-se por entre as mãos, mas
se você não parar para pensar você não descobrirá que o tempo pode ser mais
controlado e sentido, talvez você possa parar de perder esse tempo, e ai sim
talvez você descubra que deva sim de alguma forma administrar o seu tempo
dentro do previsto para você e vai conseguir impor a esse tempo uma logica
racional bem maior.
Existem duas concepções de tempo na história entre outras:
Uma é aquela que Santo Agostinho disse que o tempo é um Don de Deus,
que deve ser fruído, ou seja, correr e deve ser fluido, ou seja, aproveitado.
Logo o tempo não deve ser medido e alugado, o tempo não deve ser transformado
em mercadoria.
Esse é o tempo da natureza esse é o tempo Don de Deus Agostiniano.
Existe uma noção que é a do tempo do mercador, medida por relógio
medido por todos os recursos para torna-lo eficaz esse é o tempo do Mercador.
Disso podemos concluir que quanto mais eu tenho esse tempo do
mercador, mais eficaz e estressada minha vida fica, quanto mais eu tenho o
tempo Don de Deus mais fruída e fluida também fica a vida, é uma opção
controlar ou ser controlado pelo tempo.
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